domingo, 1 de janeiro de 2012

Tijolos Vazados, criação tupiniquim.

Os tão usados e famosos tijolos vazados, cujo nome original e menos popular é Cobogó, foi inserido em nosso cotidiano no séc. XX, durante o movimento Modernista da arquitetura. Para quem estuda arquitetura, fica fácil de lembrar desse dado temporal, já que a peça é um dos ícones do movimento.
O que não é tão difundido é a sua origem genuinamente brasileira, criados por Amadeu Oliveira COimbra, Ernest August BOeckmann e Antônio de is, em Pernambuco.
Em 1929, o tijolo vazado foi patenteado pelos seus criadores com a denominação de COBOGÓ, nome resultante da primeira sílaba dos sobrenomes de seus autores.
Inspirados nos Muxarabiês (nome dado às tramas de madeira da arquitetura moura), os engenheiros idealizadores do cobogó, iniciaram sua produção em cimento.
Hoje, mais de oitenta anos após a patente do produto, o cobogó voltou a ser um elemento primordial para a solução arquitetônica de algumas edificações contemporâneas. É o elemento ideal para garantir a ventilação e a iluminação natural aos ambientes, sem abrir mão da segurança tão necessárias nos tempos em que vivemos.
Inicialmente, o cobogó foi usado pelos arquitetos modernistas com o intuído de garantir requinte aos ambientes, já que seu conjunto lembra uma renda. Com o passar do tempo, o seu uso foi perdendo a intenção formal e passou a ser utilizado nas áreas de serviço das residências, proporcionando ao produto uma utilização mais formal. E hoje, é utilizado das duas formas: formal e funcional; já que o elemento vazado é ideal para as duas soluções arquitetônicas.
É importante ressaltar que como o cobogó é mais frágil que o tijolo tradicional,  deve ser assentada uma fileira por vez, com intervalo para a secagem e é recomendável que a cada duas fiadas seja inserido uma barra de metal para ajudar na estrutura do painel.
Hoje, nós profissionais temos um leque enorme de opções: cores, modelos e materiais (como pode ser observado na matéria da revista Arquitetura e Construção de janeiro de 2011 - vídeo acima), para inserirmos o produto em nossos projetos. Existem empresas que personalizam os desenhos, tudo para incentivar o uso. 
Como são tempos de sustentabilidade, não custa dar uma ajudadinha ao planeta, e  especificar nos projetos elementos que nos possibilitam cada vez menos o uso de ares condicionados e iluminação artificial.

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